... aquele que deixou de ser português e nunca será espanhol ... um ser único que existe mas não é visível ! (por enquanto)

janeiro 27, 2006

e agora, nada?

pensei comentar o 'e agora?' mas quando fui lá ... não é mais possível fazer comentários ... ainda bem, sendo assim vou deixar aqui as palavras tal como se fosse em outro sítio qualquer, o que ainda não tinha dito ...
desde o início que não entendi o posicionamento de alguns candidatos e apoiantes dos mesmos, não me convencem ao dizer todas as razões que já disseram e não interessa agora apontar culpados, o erro foi cometido antes de se tornar público ao não ter existido uma visão um pouco mais próxima do final anunciado, a ausência de entendimento e coesão geral à esquerda facilitou a estratégia do outro lado que escolheu a maneira mais fácil de lograr o objectivo, tudo muito previsível e decerto não apenas para este que aqui escreve ... é isso, é o facto de não conseguir acreditar que o sr. soares não tenha adivinhado o desfecho quase certo antes até de ser convidado e outras pessoas muito bem qualificadas que o acompanharam tinham obrigação de saber que apenas haveria uma remota hipótese se fossem apenas dois os candidatos, essa era a situação em que entenderia a posição do 'pai socialista', todas as outras não entram na minha cabeça dura ... porque seria assim que eu próprio entendo que faria se me colocasse na pele desse candidato proposto, se calhar nem quereria ser candidato mas alertaria para a realidade e aconcelhava decerto um candidato único e forte que não seria qualquer dos que se apresentaram, esse candidato existe e ganhava à primeira volta ao outro com grande margem ... só não vou dizer quem seria porque embora estivesse dentro das personalidades das campanhas não foi apontado sequer como possível candidato, apenas eu descobri as potencialidades de sucesso e talvez da próxima vez isso venha a acontecer se o tempo não apagar a memória dos erros cometidos ...
ainda menos percebo, e por isso me convenço cada vez mais que existem coisas que não são para entender, o motivo pelo qual aceitou ser mandatária para a juventude uma pessoa que devia ter visto de bem longe que ia ficar mal na fotografia ... não, não tenho o direito de saber essa razão mas estou mortinho por adivinhar porque nada se vislumbra no que tenho lido até hoje, apenas o blá-blá do costume, e agora? nada? apontar os erros e falar de cenários passados não diz quase coisa alguma, apetece brincar e dizer que um está velho e gá-gá (não de todo, eu sei) e o outro novo demais na matreirice da política (o que também não é verdade), fiquemos por aqui porque por mim é igual ... não fui lá porque não gostava de qualquer deles e também porque embora muito perto e muito dentro das realidades de ambos os lados (de todos os lados), com simpatias e rigor pelo meio, nunca fui de nenhum, não existe partido que se ajuste ao meu ideal e por isso nunca me vendi, sou de ninguém, para lá da utopia e em sítio não visível ...

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