voltou com santos e alegres,
incêndios e dúvidas ...
tal como o outro,
acho que me estou a passar ...
algo mudou e é claro,
prefiro não saber porquê ...
uma psicóloga,
e logo clínica,
vinha a calhar ...
acho que estou,
a precisar ...
mudei-lhe a imagem ...
não gosto de fundos negros
como homenagem à paz
que o branco me traz
e a ela que luminosa,
palavras anteriores
parece ignorar,
leve e ofuscada
pronta a baralhar
a alterar
a mudar ...
há acontecimentos e situações que te fazem despertar ...
já não diz como fazia, o tom mudou e não quero deixar de gostar da clareza, da expontaniedade e da profundidade que já mostrou ou mesmo o radicalismo, irreverência e frontalidade natural ...
ou seria tudo cenário e meios para atingir fins ?
em política tudo me lembra o espectáculo, as encenações, os ensaios, essa é a razão pela qual prefiro ser espectador e gostava de ser dos que pudessem berrar bem alto e interromper a cena triste que está em palco ...
ainda bem que não te conheci porque terias de ter mudado para melhor, a idade das indefinições passou decerto mas nunca é tarde para emendar os passos dados em falso que nunca quizemos dar mas qualquer energia desconhecida arranjou forma de realizar ...
cada vez estou mais zangado, azedo e embirrante ...
pior que o castrim ...
não está o veneno a escorrer por aí ?
voltarei
depois dum pequeno descanso e um 'passar pelas brasas', lembro-me do sonho fantasioso que tive, nesse espaço e tempo as eleições para presidente já tinham sido, estavamos no futuro próximo e o presidente era ela, o velho é que era o mandatário do ps que a catapultou para a vitória à primeira com uma vantagem esmagadora ... uma rapariga que não precisou de tomates para chegar lá ...
nem todo o sonho pode ser contado aqui por várias razões mas posso dizer que me fartei de votar, votei vezes sem conta, não sei bem como conseguia fazer isso mas uma coisa é certa, acordei cansado ...
mas porque será que não há um sonho meu que se torne realidade ?
esta era a realidade necessária, uma revolução radical, um presidente adequado(a), um sistema novo e único, um governo a brilhar com tinta de origem, um país para construír, um sítio bom de estar, um local bom para viver porque hoje aqui vamos morrendo devagar ...
e agora ao trabalho, não seria boa ideia falar com os deuses da política e meter uma cunhazita ?
quero esta presidente !
agora é para lançar a semente o fruto aparece mais tarde ...
... aquele que deixou de ser português e nunca será espanhol ... um ser único que existe mas não é visível ! (por enquanto)
setembro 27, 2005
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